5 estratégias para equilibrar segurança e experiência nas transações internacionais

Decisões Informadas com Base no Contexto

Realizar transações internacionais é um processo mais complicado em comparação com compras realizadas localmente. Frequentemente, os compradores podem estar em diferentes países, em fusos horários diversos e costumam apresentar padrões de consumo que podem não ser os mesmos de sua localização habitual. Para instituições financeiras e outros membros da rede de pagamentos, entender o contexto de uma transação pode ser a chave para diferenciar entre uma compra legítima e a negação de um pedido em um momento crucial.

Consequências de Negativas em Compras Internacionais

As repercussões de uma recusa em uma transação internacional se estendem além do simples ato de negar uma compra. De acordo com dados da Visa Consulting & Analytics, consumidores que fazem transações internacionais tendem a gastar consideravelmente mais (até 3,5 vezes) em suas compras locais. Além disso, esses cartões têm uma maior probabilidade (28%) de serem os preferidos, mantendo-se como uma das principais opções na carteira de um cliente. Entretanto, caso uma transação internacional seja negada sem justificativa, isso pode aumentar em até 2,5 vezes a chance de abandono desse cartão pelo cliente.

Taxas de Autorização nas Transações

Dentro do Brasil, observa-se que 67% das transações internacionais ocorrem via e-commerce, onde a taxa de autorização média é cerca de 20 pontos percentuais inferior à das compras presenciais. Do total de recusa, cerca de 60% são originadas por questões operacionais, como limites de uso desatualizados, bloqueios por primeira utilização ou normas de operação rígidas. Os 40% restantes envolvem problemas associados ao risco de fraudes.

estratégias para equilibrar segurança e experiência

Equilibrando Autorização com Segurança

Aumentar as taxas de aprovação não deve ser visto como uma simples tarefa de relaxar os controles existentes. O verdadeiro desafio reside em aproveitar as informações disponíveis com eficácia para tomar decisões mais informadas. Abaixo estão algumas práticas que podem ser fundamentais para equilibrar a autorização com segurança e a experiência do usuário:

1. Avalie o Contexto Antes de Considerar um Risco

Nem toda transação que se desvia do padrão normal deve ser considerada suspeita. Por exemplo, uma compra realizada de madrugada pode ser considerada estranha em um determinado país, mas perfeitamente compreensível para um usuário que está no Japão. Analisando os elementos como horário, localização, valor e tipo de comércio, pode-se obter uma visão mais clara e precisa do pedido.

2. Antecipe o Comportamento Relacionado a Viagens

A análise de comportamento não deve começar somente quando um cliente faz a primeira compra em outro país. Muitos sinais, como reservas de voos, acomodação ou ingressos, podem indicar que o cliente está prestes a viajar, permitindo que o sistema se prepare para possíveis compras futuras antes mesmo de serem realizadas.

3. Utilize Múltiplos Indicadores de Risco

Confiar em um único score de risco pode ser enganador. Em situações de risco moderado, uma combinação desse score com dados como histórico de compras recentes, localização geográfica e o tipo de estabelecimento pode contribuir para uma avaliação mais precisa e para a adequação das decisões de autorização.

4. Inclua Comunicação Como Parte da Estratégia de Autorização

Recusas sem explicação podem resultar em confusão para o consumidor, especialmente se ele estiver em outro fuso horário. Estabelecer uma comunicação clara e imediata, com opções simples para a confirmação de transações ou solução de questões relacionadas a bloqueios, pode minimizar fricções e preservar a confiança do usuário na marca.

5. Aprenda com Cada Transação

As normas de autorização devem ser dinâmicas, acompanhando as mudanças no comportamento dos consumidores e novas táticas de fraudes. É essencial monitorar não apenas as transações legítimas que foram negadas, mas também as razões por trás dessas recusa. Com esse conhecimento em mãos, pode-se ajustar as abordagens, diminuindo a ocorrência de falsos positivos e aumentando a precisão nas decisões.

Conclusão: Uma Abordagem Integrada

Maximizar o número de autorizações não significa simplesmente aprovar a qualquer custo, mas sim aprimorar a habilidade de distinguir entre fraudes reais e comportamentos legítimos que fogem ao padrão convencional. Quando os dados são utilizados de forma integrada com o contexto e com uma comunicação eficiente, a segurança e a experiência do cliente se tornam aliadas em lugar de adversárias, permitindo assim um sistema de pagamentos eficiente que protege o cliente e encoraja a realização de transações legítimas.