Eleições 2026: veja os planos de economia de Lula e Flávio Bolsonaro

O plano de Flávio Bolsonaro para os próximos quatro anos

O plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro (PL) apresenta diretrizes voltadas para a redução de gastos públicos e a atração de investimentos privados. Uma das principais metas é dobrar o crescimento histórico do país, visando uma taxa de 4% ao ano. Entre as propostas destacam-se a reforma tributária, com críticas a alíquotas elevadas, e a implementação de um “Tesouraço” para enxugar a máquina estatal.

A proposta inclui uma revisão da alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que atualmente gira em torno de 30%. O candidato sugere desonerações fiscais em setores estratégicos e a eliminação de tributos sobre combustíveis e energia elétrica. Além disso, há planos para cortar despesas administrativas com a extinção de até dez ministérios e eliminação de supersalários.

Na área fiscal, a proposta de Flávio Bolsonaro prevê a substituição das regras atuais por um teto rígido para gastos e a retomada do Programa Nacional de Desestatização, além de um foco na indústria e mineração, priorizando o processamento de minerais estratégicos e a oferta de energia limpa.

planos de economia 2026

O plano de Lula para os próximos quatro anos

Por outro lado, o plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destaca a continuidade das políticas econômicas sendo executadas e a busca por uma recomposição fiscal que se projeta em 2% do Produto Interno Bruto (PIB). O objetivo é acabar o ano de 2026 com um déficit primário de 0,4% do PIB, criando assim espaço para a redução das taxas de juros.

Os eixos econômicos da proposta de Lula incluem o fortalecimento dos programas federais de microcrédito e financiamento, com um investimento previsto acima de R$ 130 bilhões. Além disso, ele pretende consolidar políticas voltadas para inovação e inteligência artificial, bem como a expansão de investimentos em infraestrutura, buscando parcerias com a iniciativa privada e ampliando a competitividade nacional.

Entre os pilares do plano, estão ainda a manutenção do novo arcabouço fiscal, que já esteve em vigor, e a promoção de uma política industrial que integre setores de alta tecnologia e transição energética.