‘Meu irmão não será chanceler’, diz Flávio sobre papel de Eduardo em eventual governo

Declaração sobre a nomeação de Eduardo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou claro em entrevista realizada no dia 16 de outubro que não pretende incluir seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em sua equipe, caso seja eleito presidente. Durante a entrevista à TV Globo, Flávio afirmou categoricamente: “Não, ele não vai ser meu chanceler”, referindo-se a uma possível nomeação do irmão para o cargo de ministro das Relações Exteriores.

Elogios à atuação internacional do irmão

Embora tenha descartado a ideia de nomear Eduardo Bolsonaro, Flávio elogiou as contribuições que o ex-deputado fez na esfera internacional. Ele destacou que o irmão, ao longo de mais de dez anos, estabeleceu relações com diversos líderes políticos conservadores. Flávio também criticou as ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que o irmão enfrenta perseguições que limitam sua presença em vários países.

Para Flávio, a atuação diplomática de Eduardo merece reconhecimento e foi construída em grande parte através de relacionamentos com governantes de direita. Ele enfatizou o mérito do irmão em criar esses laços, desafiando a narrativa de que a atuação de Eduardo foi negativa devido a sua atual situação judicial.

Eduardo Bolsonaro

Condenação e situação atual de Eduardo

Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, atingido por acusações envolvendo tentativas de interferência em julgamentos que diziam respeito à trama golpista que envolveu seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde então, ele reside nos Estados Unidos e negou-se a retornar ao Brasil, afirmando que não cumpriria a pena enquanto se considerar inocente.

A condenação passou a ser definitiva em outubro, quando o STF determinou o início do cumprimento da pena, além do pagamento de multa de R$ 151,8 mil. Eduardo, que está em terras americanas desde o início de 2025, enfrenta possíveis dificuldades legais relacionadas à sua extradição, uma vez que a Polícia Federal está avaliando essa hipótese, mas encontra obstáculos devido à sua situação de residência nos Estados Unidos.